Atualizado em 19 de out de 2026, 01h39. Variação em 24h. Dados: CoinGecko.

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O que são ETFs de criptomoedas e como eles funcionam no Brasil e nos EUA

ETFs de cripto permitem ter exposição a bitcoin ou ether pela bolsa, sem guardar as moedas. Entenda como funcionam, a aprovação nos EUA em 2024, os ETFs da B3 e os custos.

Fachada da Bolsa de Valores de Nova York
Fachada da Bolsa de Valores de Nova York. Imagem por TomasEE (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons (licença)

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Um ETF de criptomoedas é um fundo negociado na bolsa, como uma ação, que acompanha o preço de uma ou mais criptomoedas. Com ele, o investidor tem exposição ao bitcoin ou ao ether pela conta da corretora de valores, sem precisar abrir conta em corretora cripto nem guardar chaves.

Como funciona

  1. A gestora cria o fundo e compra o ativo (por exemplo, bitcoin), que fica com um custodiante especializado.
  2. O fundo emite cotas negociadas na bolsa.
  3. O preço da cota acompanha o valor do ativo, descontadas as taxas.

Nos chamados ETFs à vista (spot), o fundo detém a própria criptomoeda. Existem também produtos baseados em contratos futuros, que podem se descolar do preço à vista.

A aprovação nos Estados Unidos

Depois de rejeitar mais de 20 pedidos ao longo de anos, a SEC, o regulador do mercado de capitais americano, aprovou em 10 de janeiro de 2024 a listagem de ETFs de bitcoin à vista. As negociações começaram no dia seguinte, com vários produtos lançados de uma vez por grandes gestoras. Em 2024 também começaram a ser negociados ETFs de ether à vista. Em setembro de 2025, a SEC aprovou padrões genéricos de listagem para produtos baseados em commodities, o que simplificou a chegada de novos ETFs ligados a criptoativos.

Esses fundos se tornaram um dos principais canais de entrada de investidores institucionais, e os fluxos diários de entrada e saída passaram a ser acompanhados como indicador de demanda. Veja como ler o mercado cripto.

ETFs de cripto no Brasil

A B3 lista ETFs de criptoativos desde 2021. Há fundos que acompanham um único ativo, como bitcoin, ether ou solana, e fundos que seguem índices com uma cesta de moedas. Eles são regulados pela CVM e negociados com código de quatro letras e o número 11, como qualquer ETF brasileiro. A lista completa está no site da B3.

Vantagens

  • Praticidade: compra e venda pelo home broker, com cotas na mesma conta de outros investimentos.
  • Sem gestão de chaves: a custódia fica com instituições especializadas.
  • Estrutura regulada: fundos supervisionados pela CVM (no Brasil) ou pela SEC (nos EUA).

Desvantagens

  • Taxa de administração: cobrada todo ano, reduz o retorno em relação a ter a moeda diretamente.
  • Horário de negociação: a bolsa fecha à noite e nos fins de semana, mas a cripto não para. O preço pode “saltar” na reabertura.
  • Sem uso da moeda: você não pode transferir, usar em pagamentos ou em aplicações DeFi.
  • Mesma volatilidade: o ETF sobe e cai junto com o ativo.

ETF ou comprar a criptomoeda?

ETFCriptomoeda direta
Onde compraCorretora de valoresCorretora cripto ou carteira
Quem guardaCustodiante do fundoVocê ou a corretora
CustosTaxa de administração anualSpread e taxas de negociação
Funciona 24 hNãoSim
Pode transferir para outra pessoaNãoSim

Resumo

ETFs de criptomoedas levaram o bitcoin e o ether para dentro do sistema financeiro tradicional. São uma forma prática e regulada de exposição, em troca de uma taxa anual e de abrir mão do uso direto da moeda.

Fontes

  1. Statement on the Approval of Spot Bitcoin Exchange-Traded ProductsU.S. Securities and Exchange Commission (SEC) (sec.gov)
  2. Statement on commodity-based ETPs (setembro de 2025)U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) (sec.gov)
  3. ETFs listados na B3B3 (b3.com.br)

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