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O que são ETFs de criptomoedas e como eles funcionam no Brasil e nos EUA
ETFs de cripto permitem ter exposição a bitcoin ou ether pela bolsa, sem guardar as moedas. Entenda como funcionam, a aprovação nos EUA em 2024, os ETFs da B3 e os custos.

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Um ETF de criptomoedas é um fundo negociado na bolsa, como uma ação, que acompanha o preço de uma ou mais criptomoedas. Com ele, o investidor tem exposição ao bitcoin ou ao ether pela conta da corretora de valores, sem precisar abrir conta em corretora cripto nem guardar chaves.
Como funciona
- A gestora cria o fundo e compra o ativo (por exemplo, bitcoin), que fica com um custodiante especializado.
- O fundo emite cotas negociadas na bolsa.
- O preço da cota acompanha o valor do ativo, descontadas as taxas.
Nos chamados ETFs à vista (spot), o fundo detém a própria criptomoeda. Existem também produtos baseados em contratos futuros, que podem se descolar do preço à vista.
A aprovação nos Estados Unidos
Depois de rejeitar mais de 20 pedidos ao longo de anos, a SEC, o regulador do mercado de capitais americano, aprovou em 10 de janeiro de 2024 a listagem de ETFs de bitcoin à vista. As negociações começaram no dia seguinte, com vários produtos lançados de uma vez por grandes gestoras. Em 2024 também começaram a ser negociados ETFs de ether à vista. Em setembro de 2025, a SEC aprovou padrões genéricos de listagem para produtos baseados em commodities, o que simplificou a chegada de novos ETFs ligados a criptoativos.
Esses fundos se tornaram um dos principais canais de entrada de investidores institucionais, e os fluxos diários de entrada e saída passaram a ser acompanhados como indicador de demanda. Veja como ler o mercado cripto.
ETFs de cripto no Brasil
A B3 lista ETFs de criptoativos desde 2021. Há fundos que acompanham um único ativo, como bitcoin, ether ou solana, e fundos que seguem índices com uma cesta de moedas. Eles são regulados pela CVM e negociados com código de quatro letras e o número 11, como qualquer ETF brasileiro. A lista completa está no site da B3.
Vantagens
- Praticidade: compra e venda pelo home broker, com cotas na mesma conta de outros investimentos.
- Sem gestão de chaves: a custódia fica com instituições especializadas.
- Estrutura regulada: fundos supervisionados pela CVM (no Brasil) ou pela SEC (nos EUA).
Desvantagens
- Taxa de administração: cobrada todo ano, reduz o retorno em relação a ter a moeda diretamente.
- Horário de negociação: a bolsa fecha à noite e nos fins de semana, mas a cripto não para. O preço pode “saltar” na reabertura.
- Sem uso da moeda: você não pode transferir, usar em pagamentos ou em aplicações DeFi.
- Mesma volatilidade: o ETF sobe e cai junto com o ativo.
ETF ou comprar a criptomoeda?
| ETF | Criptomoeda direta | |
|---|---|---|
| Onde compra | Corretora de valores | Corretora cripto ou carteira |
| Quem guarda | Custodiante do fundo | Você ou a corretora |
| Custos | Taxa de administração anual | Spread e taxas de negociação |
| Funciona 24 h | Não | Sim |
| Pode transferir para outra pessoa | Não | Sim |
Resumo
ETFs de criptomoedas levaram o bitcoin e o ether para dentro do sistema financeiro tradicional. São uma forma prática e regulada de exposição, em troca de uma taxa anual e de abrir mão do uso direto da moeda.
Fontes
- Statement on the Approval of Spot Bitcoin Exchange-Traded ProductsU.S. Securities and Exchange Commission (SEC) (sec.gov)
- Statement on commodity-based ETPs (setembro de 2025)U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) (sec.gov)
- ETFs listados na B3B3 (b3.com.br)
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Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. O CryptoRadar Brasil não negocia nem custodia criptoativos.


