Atualizado em 19 de out de 2026, 01h39. Variação em 24h. Dados: CoinGecko.

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Golpes com criptomoedas: os mais comuns e como se proteger

Pirâmides, falso suporte, sites clonados, romance e investimento, aplicativos falsos: conheça os golpes mais frequentes com cripto, os sinais de alerta e o que fazer se for vítima.

Notebook com a palavra HACKED na tela
Notebook com a palavra HACKED na tela. Imagem por Yuri Samoilov (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons (licença)

Texto redigido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes listadas no fim da página. Confira sempre a fonte original.

A regra mais importante contra golpes com criptomoedas é simples: ninguém legítimo vai pedir sua frase de recuperação nem garantir lucro. Como transações em blockchain não podem ser desfeitas, dinheiro enviado a um golpista dificilmente volta. Prevenção é a principal defesa.

Os golpes mais comuns

Pirâmides e “rendimento garantido”

Empresas prometem retornos fixos e altos, por exemplo, 5% ao mês, supostamente vindos de “arbitragem” ou “robôs de trade”. Na prática, pagam os antigos com o dinheiro dos novos até que a entrada de clientes diminui e tudo desaba. No Brasil, vários esquemas desse tipo terminaram em operações policiais e prejuízo para milhares de pessoas.

Falso suporte

Você pede ajuda em um grupo ou rede social e recebe uma mensagem privada de “suporte” da corretora ou da carteira. O objetivo é fazer você informar a frase de recuperação ou instalar um programa de acesso remoto.

Sites e aplicativos clonados

Anúncios patrocinados e links em mensagens levam a cópias quase perfeitas de corretoras e carteiras. Ao digitar senha ou frase de recuperação, você entrega tudo ao golpista. Aplicativos falsos também aparecem em lojas oficiais de tempos em tempos.

Golpe do relacionamento (pig butchering)

O golpista cria uma amizade ou relacionamento on-line ao longo de semanas e depois apresenta uma “plataforma de investimentos”. Os primeiros ganhos aparecem na tela, mas são falsos. Quando a vítima tenta sacar, surgem “taxas” e “impostos” para liberar o dinheiro.

Sorteios e duplicação de moedas

Perfis falsos de celebridades ou empresas prometem devolver o dobro de qualquer valor enviado. Ninguém devolve.

Assinaturas maliciosas

Em DeFi, um site malicioso pede para você “conectar a carteira” e assinar uma autorização que permite ao contrato retirar seus tokens.

Troca de endereço

Vírus monitoram a área de transferência e trocam o endereço que você copiou pelo do golpista. Outra variação envia transações minúsculas de um endereço parecido com o seu para “envenenar” o histórico da carteira.

Falsa recuperação de fundos

Depois de um golpe, a vítima é procurada por “especialistas” que prometem recuperar o dinheiro mediante pagamento antecipado. É um segundo golpe.

Sinais de alerta

  • Promessa de retorno garantido ou alto demais.
  • Pressão para decidir rápido.
  • Pedido de frase de recuperação, chave privada ou acesso remoto ao computador.
  • Pagamento de “taxa” para conseguir sacar.
  • Empresa que não aparece como autorizada pelos órgãos reguladores.

Como se proteger

  1. Nunca compartilhe a frase de recuperação. Veja O que é autocustódia.
  2. Digite o endereço do site ou use favoritos, em vez de clicar em anúncios e links recebidos.
  3. Ative a autenticação em dois fatores por aplicativo, não por SMS.
  4. Confira o endereço de destino caractere por caractere no início e no fim antes de enviar.
  5. Leia o que está assinando na carteira e revogue autorizações antigas.
  6. Verifique a empresa: pesquise se a corretora está autorizada pelo Banco Central e se há alertas da CVM sobre a oferta. Veja Regulação de criptomoedas no Brasil.

Fui vítima. E agora?

  1. Pare de enviar dinheiro, inclusive “taxas de liberação”.
  2. Se a carteira foi comprometida, mova o que sobrou para uma carteira nova, criada em um aparelho limpo.
  3. Reúna provas: endereços, hashes das transações, conversas e comprovantes.
  4. Registre boletim de ocorrência. Muitos estados têm delegacias especializadas em crimes cibernéticos.
  5. Avise a corretora por onde o dinheiro passou: ela pode conseguir bloquear valores que ainda estejam na plataforma.
  6. Denuncie ofertas irregulares de investimento à CVM.

Resumo

Golpes com criptomoedas exploram pressa, ganância e falta de informação. Desconfiar de promessas, proteger a frase de recuperação e conferir cada endereço já evitam a maioria dos prejuízos.

Fontes

  1. What to know about cryptocurrency and scamsFederal Trade Commission (FTC), EUA (consumer.ftc.gov)
  2. Staying safe: common scamsethereum.org (ethereum.org)
  3. Alertas da CVM sobre ofertas irregularesComissão de Valores Mobiliários (CVM) (gov.br)

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